Vaticano confirma viagem do Papa Francisco à Turquia
Sábado, 13 de Setembro de 2014
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou que o Papa Francisco viajará à Turquia nos últimos dias de novembro, entretanto, esclareceu que ainda não se estabeleceu o programa nem a duração da viagem.
O porta-voz vaticano indicou que “a Santa Sé recebeu nesta manhã o convite oficial de parte do presidente da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, para uma visita do Papa Francisco a este país”.
Nesse sentido, “agora se procederá com a preparação da viagem nos últimos dias de novembro, sendo que a duração e a programação ainda serão definidas”.
No último dia 5 de setembro, em declarações ao Grupo ACI, Nikos Tzoitis, perito em diálogo ecumênico que serviu como porta-voz do Patriarca Ecumênico da Igreja Ortodoxa Bartolomeu I, recordou os encontros entre ambos os líderes religiosos e as conversações sobre uma visita papal a Turquia.
Nesse sentido, esta viagem servirá para fortalecer os laços entre a Santa Sé e o Patriarcado Ecumênico.
Desde que o Papa Francisco foi eleito, o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla levou adiante seu compromisso com o diálogo ecumênico. Bartolomeu I assistiu à Missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco em 19 de março de 2013, sendo o primeiro Patriarca Ecumênico em participar de um evento como este.
Do mesmo modo, durante a viagem do Santo Padre à Jordânia, ambos os líderes emitiram uma declaração conjunta e trabalharam juntos para realizar a Invocação pela Paz no Oriente Médio, celebrada nos Jardins do Vaticano em 8 de junho.
Enquanto isso, Bartolomeu I esteve comprometido em organizar um sínodo pan-ortodoxo, na tentativa de transcender as divisões entre as Igrejas ortodoxas, e avançar para uma unidade interna que favoreça o diálogo com Roma.
As relações entre o Patriarca Ortodoxo Ecumênico e o Papa foram tão próximas, de fato, que houve conversações sobre a possibilidade de que possam publicar uma carta encíclica conjunta sobre o tema da ecologia humana.
Além de emitir seus próprios documentos separados, Tzoitis disse que “o Patriarcado e a Igreja de Roma concordaram em esboçar conjuntamente todos os documentos de preocupação comum”, incluindo aqueles sobre ecologia.
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