Extremistas muçulmanos exigem que o governo não ajude os cristãos no Iraque
Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
Os extremistas muçulmanos do chamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) que proclamaram o Califado Islâmico no Iraque, ordenaram aos funcionários públicos para suspender toda a ajuda em comida e gás aos xiitas, curdos e aos poucos cristãos remanescentes em Mosul, desde a tomada da cidade em 9 de junho.
Fontes cristãs confirmaram a notícia à Agência Fides, após sua publicação no site árabe www.ankawa.com. Segundo informou o funcionário local Fadel Younis, os representantes do Califado Islâmico anunciaram que cada infração à proibição será punida com base nas regras da Sharia, a lei religiosa muçulmana aplicada ao âmbito civil.
Na cidade do Iraque setentrional – confirmam fontes do Patriarcado caldeu – também as casas abandonadas pelos batizados serão “assinaladas” com a letra inicial da palavra árabe Nazarat (cristão) e serão ocupadas por sunitas apoiadores do Califado.
Por outro lado, após um mês, os parlamentares iraquianos elegeram como Presidente do Parlamento o sunita Salim AL-Juburi.
Desta forma, a classe política iraquiana tenta recomeçar o processo para a formação de um novo governo, enquanto que um terço o país permanece sob o controle das milícias islâmicas do ISIL.
Nas últimas horas o exército lançou uma ofensiva para recuperar o controle da cidade de Tikrit, a cidade natal de Saddam Hussein, que está em grande parte ocupada pelo ISIL nas últimas semanas.
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