CNBB publica Diretrizes Gerais para o período de 2015 a 2019
Domingo, 21 de Junho de 2015
Diretrizes para a ação evangelizadora da Igreja no Brasil foram atualizadas à luz do documento papal Evangelii gaudium e do discurso de Francisco durante a JMJ no Brasil.
Já está disponível nas Edições CNBB o Documento 102 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019” (DGAE 2015-2019).
Neste novo documento, as orientações pastorais do quadriênio 2011-2015 foram atualizadas a partir da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e do pronunciamento do Papa Francisco aos bispos em julho de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O texto foi o tema central da 53ª Assembleia Geral da Conferência, realizada de 15 a 24 de abril em Aparecida (SP).
“Elas expressam a razão da evangelização, da ação evangelizadora, da missionariedade. Indicam os elementos fundamentais para a animação da ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, explica o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.
Dom Leonardo explica que a Igreja no Brasil participa do cuidado pela pregação, pelo testemunho e deseja responder à pergunta do Papa Francisco: “O que Deus pede a nós?”. “Os bispos do Brasil, com as Diretrizes da Ação Evangelizadora 2015-2019, fazem repercutir a interrogação do Papa”, diz o bispo.
As Diretrizes auxiliarão no processo de planejamento pastoral das Igrejas particulares, do secretariado geral da CNBB, das iniciativas da vida consagrada e dos movimentos eclesiais.
Nesta nova versão das DGAE, estão as urgências missionárias do Documento de Aparecida enriquecidas com as propostas da Alegria do Evangelho e de uma Igreja em saída, bem como das meditações da constituição Verbum Domini. “O magistério do Papa Francisco demonstra que as urgências devem tornar-se prioridade na ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, considera Dom Leonardo.
O documento está divido em quatro capítulos. O primeiro apresenta a reflexão “A partir de Jesus Cristo”. O texto destaca as atitudes fundamentais do discípulo missionário e a Igreja em saída.
No segundo capítulo, “Marcas de nosso tempo”, os bispos tratam do contexto atual de mudança de época e mostram os riscos e consequências desta realidade. O terceiro e o quarto capítulos abordam, respectivamente, as urgências da ação evangelizadora e as perspectivas de ação para cada uma. São cinco as urgências: Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena para todos.
Assim como nas DGAE 2011-2015, a CNBB organizou o documento com um anexo em que são dadas “Indicações de operacionalização”, com caminhos para as urgências serem colocadas em prática. Esta parte do documento apoiará as Igrejas particulares na construção de seus planos pastorais.
por Marcos Beltramin
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